sábado, 9 de julho de 2011

Programa Sorria Sempre - Rádio Nova Aliança - 13jun2011

Mesmo tendo perdido para a estética a condição de maior motivo que leva alguém a um consultório dentário, a dor continua, infelizmente, sendo um dos maiores motivadores de visita de pacientes aos seus dentistas. Infelizmente porque, na maioria das vezes, quando há dor é sinal de que o problema já se agravou e o organismo passa a dar alertas sobre a sua gravidade. Normalmente são cáries não tratadas, que evoluíram, chegando, em muitos casos, a acercarem-se do canal (a parte sensorial do dente) e a fraturas por diminuição da estrutura de resistência dos dentes. Problemas como doenças das gengivas, articulações, dentes inclusos, próteses fraturadas, quedas de obturações, dentes fora do lugar ou traumatismos, dentre outros, levam também à dor se não tratados no tempo certo. Sempre que existir dor há problema a ser tratado, que, na maioria dos casos, já deveria ter sido resolvido antes.
A eliminação definitiva da dor nunca será por consequência de ação dos analgésicos e sim sempre pela solução do problema que a está causando. Qualquer que seja o paliativo será sempre temporário e o problema não resolvido, recorrente. Na maioria das vezes, com mais dor e mais intensa. Pelo menos na Odontologia este é um princípio que se aplica à quase totalidade dos casos de dor. A primeira etapa do tratamento a ser buscada pelo dentista, que deve ser o primeiro a ser consultado em casos de dor, é a identificação de sua origem, o que está causando ou originando aquela dor. Identificada a patologia (doença causadora), metade do caminho foi percorrido, porque, na Odontologia moderna, todos os problemas têm solução e dificilmente uma dor de natureza relacionada aos dentes, não tem como ser solucionada, principalmente quando tratada em sua fase inicial. Confie no seu dentista, porque ele é tão interessado quanto você em terminar com seu sofrimento.
Tratada a dor, você terá maior motivação para o trabalho, estudo ou lazer. E para recomendar seu dentista a outros de suas relações que venham a sentir dor. Certamente vive-se melhor na ausência de dor assim como nosso desempenho nesta condição é certamente maior, tanto quantitativa, como qualitativamente. Melhor que tratar e eliminar a dor é prevenir para que ela não aconteça. Neste caso além de não sentir dor, você gastará menos com o dentista, porque sempre os casos de dor estão a indicar estágio mais avançado do problema que a origina. Fazendo visitas periódicas, se você não tem grandes problemas dentários, de ano em ano, e de seis em seis meses se os tiver (como doença nas gengivas, por exemplo) você estará se prevenindo, evitando a perda de noites de sono, dias de trabalho ou aproveitamento integral das boas coisas da vida. Além de economizar despesa com atendimento em pronto socorro dentário ou custo de hora extra em consultas fora de horário.
Na maioria das vezes as dores dão um primeiro sinal. Pena que tenhamos o péssimo hábito de imaginar que por serem pequenas, vão passar por si só. Na verdade isto nunca acontece, por que toda dor pequena é aviso de uma dor maior que virá depois, exatamente por não ter sido identificada e tratada. Sentiu, ligue. Marque uma consulta, tire a dúvida e, provavelmente, com pouco tempo e dinheiro o problema estará resolvido, por seu próprio dentista, sem necessidade de procurar especialistas. Não resolvida, ou apenas tratada com algum analgésico, o causador aumenta e, no futuro pode acontecer que só um especialista resolva. Economize. Ao menor sinal, ligue. Ou antes, fazendo prevenção.


Os tratamentos dentários realizados quando grandes problemas forem constatados, são demorados, demandando muitas consultas e, normalmente, envolvendo maiores custos. Mesmo que você tenha condições de pagar, a questão do tempo não tem como ser resolvida de outra maneira, porque os procedimentos são seqüenciais, envolvendo etapas que não têm como ser suprimidas e que, muitas vezes, necessitam uma semana ou duas entre uma e outra para que haja cicatrização ou para que um procedimento seja eficaz ou se necessite de seus resultados para iniciar a fase seguinte. E tempo é dinheiro, tanto para o profissional, como para o paciente. Às vezes mais para o paciente, porque se o profissional está lá o dia inteiro para trabalhar aquela meia ou uma hora que o atende, para o paciente, além desta, tem-se que considerar mais meia ou uma hora que é o tempo para ir e vir ao consultório, sem contar alguma espera, que às vezes se faz inevitável. Ou seja, em termos de tempo, para o paciente o gasto é dobrado.
Não existe remédio para o tempo gasto em tratamentos dentários, ou melhor, existe sim: não fazê-lo. Não por deixar de fazer o tratamento e sim prevení-lo, evitando-o. Esta sim, é a verdadeira maneira de economizar tempo e dinheiro. Outra, já que você não fez prevenção e vai ter que fazer o tratamento, é concentrar as consultas possíveis, de forma que o trabalho do dentista e o seu tempo rendam mais, submetendo-se a consultas de duas ou três horas de duração. Neste caso, além da economia dos tempos de deslocamento, economiza-se aquele tempo social de cada consulta, em que o dentista pergunta como você vai, etc., afora os procedimentos de rotina em cada início de consulta, tais como colocá-lo na cadeira, pôr guardanapos, ajustar refletor e outros, que, somados nas quatro ou seis consultas correspondentes, certamente correspondem ao tempo de uma consulta ou mais.
Se você já fez alguma consulta de prevenção ou manutenção, vai lembrar que, além de totalmente indolor, ela é mais rápida e, se você dividir o preço integral de um tratamento longo pelo número de consultas realizadas, vai perceber que as de prevenção e manutenção são bem mais baratas. Isto porque estas não envolvem despesas com materiais caros, custos de laboratório de prótese ou aparelhos mais sofisticados e sim muita orientação e motivação. Quanto muito um pedaço de fio dental, uma escovinha interdental e um espelho, para você ver, à exaustão, como precisa fazer para não ter placa bacteriana ou tártaro. Pena que isto não possa ser feito sem a realização do tratamento ou ao invés dele, porque a manutenção só dá resultado quando todos os dentes estiverem tratados, sãos e as gengivas sem placa. Mas para não perder tempo, faça ou conclua seu tratamento e, a partir dele, cuide sistematicamente de sua manutenção, evitando assim tratamentos futuros, seus custos e seu conseqüente envolvi­mento em despendimento de tempo.
Se tiver de tratar, não perca tempo ou dinheiro, vá logo e evite mais gastos no futuro. Estando em tratamento, peça para que seu dentista lhe faça um plano de tratamento, envolvendo este e a manutenção e, se tiver terminado um tratamento completo há menos de um ano, ligue para ele e peça para marcar a próxima consulta e, quando ele lhe perguntar se você está com algum problema, diga-lhe que você quer garantir sua manutenção, visitando-o de seis em seis meses. Salvo que você seja um doente periodontal crônico (tenha doença nas gengivas quase que sistematicamente) o seu próprio dentista poderá fazer este acompanhamento, incentivando-o a cuidar bem de seus dentes, e você não precisará  gastar mais em tratamento. Para o dentista, isto é bom porque este tipo de paciente odontologicamente controlado, é o que mais indica outros pacientes para ele.


Dr. Marco Antonio Franco Cançado

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